15 de outubro de 2007

As palavras bondosas nos dão vida nova, porém as palavras cruéis desanimam a gente.”

Ao retornar para casa, vindo do trabalho, decidi passar pelo supermercado. Caminhei as últimas quadras. Já era noite. Quando passei ao lado de uma banca de revistas, coloquei as sacolas no chão e descansei um pouco.
Ao lado da banca, observei um homem que dobrava caixas de papelão. Depois, com cuidado, ele as empilhava na sua carroça. Presenciei então um rápido diálogo. Alguém, que havia comprado uma revista, dirigiu-se ao carroceiro e lhe disse: “Seu cavalo é muito bonito!” O carroceiro suspendeu, por instantes, seu trabalho. “Muito obrigado!”, respondeu ele. Quando recomeçou seu trabalho, comentou, mais para si e para o seu cavalo: “Poxa, este é o primeiro elogio que recebo hoje!”Peguei as sacolas e continuei meu caminho para casa. Em meus pensamentos, várias reações brotavam das palavras do carroceiro. Confesso que elas me impressionaram.“Que dia, o deste homem!”, pensei. “Trabalhou o dia inteiro, sem nenhuma palavra de estímulo”. “Bem”, respondi a mim mesmo, “ao menos ele não vai dormir tão amargurado.
O elogio lhe fez bem.”Pouco depois, me dei conta de algo que me fez parar a caminhada, para organizar melhor minhas idéias. E uma grande tristeza tomou conta de mim. “Pensando bem, o elogio não havia sido dado ao carroceiro. O elogiado foi o cavalo!”. O elogio “indireto”, que o carroceiro tomou para si, foi por tratar bem do cavalo. E este já lhe bastou. Foi nele que se agarrou, para tornar a vida mais amena.Na manhã de ontem vivi uma situação bem diferente. Um colega de trabalho me procurou.
Em meio ao bom diálogo que tivemos, ele comentou: “Uma palavra que o Fulano me disse ontem me fez muito bem. Hoje o meu dia de trabalho vai render muito mais!”Elogios, estímulos, palavras de apoio... Como são raros! E como ajudam! E, se gestos e palavras de estímulo ajudam tanto, por que são tão raros, inclusive em nossos relacionamentos? Por que é tão difícil mostrar gratidão? Por que preferimos cobrar o que ainda não foi feito a agradecer pelo trabalho que já está concluído? Quantas pessoas com as quais convivemos – em casa, na comunidade, no trabalho – precisam agarrar-se a elogios indiretos, como o fez este carroceiro, para aumentar ao menos um pouco a sua auto-estima!
Elogiemos, sim, o cavalo bonito, o jardim bem florido, o carro bem cuidado, a casa limpa, o trabalho bem executado... mas não deixemos de animar, em palavra e ação, as pessoas com as quais Deus tece nossas vidas.

“As palavras bondosas nos dão vida nova, porém as palavras cruéis desanimam a gente” (Provérbios 15.4 – A Bíblia na Linguagem de Hoje).

Edson Edilio Streck

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15 de outubro de 2007

As palavras bondosas nos dão vida nova, porém as palavras cruéis desanimam a gente.”

Ao retornar para casa, vindo do trabalho, decidi passar pelo supermercado. Caminhei as últimas quadras. Já era noite. Quando passei ao lado de uma banca de revistas, coloquei as sacolas no chão e descansei um pouco.
Ao lado da banca, observei um homem que dobrava caixas de papelão. Depois, com cuidado, ele as empilhava na sua carroça. Presenciei então um rápido diálogo. Alguém, que havia comprado uma revista, dirigiu-se ao carroceiro e lhe disse: “Seu cavalo é muito bonito!” O carroceiro suspendeu, por instantes, seu trabalho. “Muito obrigado!”, respondeu ele. Quando recomeçou seu trabalho, comentou, mais para si e para o seu cavalo: “Poxa, este é o primeiro elogio que recebo hoje!”Peguei as sacolas e continuei meu caminho para casa. Em meus pensamentos, várias reações brotavam das palavras do carroceiro. Confesso que elas me impressionaram.“Que dia, o deste homem!”, pensei. “Trabalhou o dia inteiro, sem nenhuma palavra de estímulo”. “Bem”, respondi a mim mesmo, “ao menos ele não vai dormir tão amargurado.
O elogio lhe fez bem.”Pouco depois, me dei conta de algo que me fez parar a caminhada, para organizar melhor minhas idéias. E uma grande tristeza tomou conta de mim. “Pensando bem, o elogio não havia sido dado ao carroceiro. O elogiado foi o cavalo!”. O elogio “indireto”, que o carroceiro tomou para si, foi por tratar bem do cavalo. E este já lhe bastou. Foi nele que se agarrou, para tornar a vida mais amena.Na manhã de ontem vivi uma situação bem diferente. Um colega de trabalho me procurou.
Em meio ao bom diálogo que tivemos, ele comentou: “Uma palavra que o Fulano me disse ontem me fez muito bem. Hoje o meu dia de trabalho vai render muito mais!”Elogios, estímulos, palavras de apoio... Como são raros! E como ajudam! E, se gestos e palavras de estímulo ajudam tanto, por que são tão raros, inclusive em nossos relacionamentos? Por que é tão difícil mostrar gratidão? Por que preferimos cobrar o que ainda não foi feito a agradecer pelo trabalho que já está concluído? Quantas pessoas com as quais convivemos – em casa, na comunidade, no trabalho – precisam agarrar-se a elogios indiretos, como o fez este carroceiro, para aumentar ao menos um pouco a sua auto-estima!
Elogiemos, sim, o cavalo bonito, o jardim bem florido, o carro bem cuidado, a casa limpa, o trabalho bem executado... mas não deixemos de animar, em palavra e ação, as pessoas com as quais Deus tece nossas vidas.

“As palavras bondosas nos dão vida nova, porém as palavras cruéis desanimam a gente” (Provérbios 15.4 – A Bíblia na Linguagem de Hoje).

Edson Edilio Streck

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