22 de março de 2011

Ame!

Ninguém ama porque a pessoa veste-se bem, bebe ótimos vinhos e ouve João Bosco.
Isso são apenas referências.
Ama-se pelo mistério, pela alegria, pela paz e inquietude que o outro proporciona.
Ama-se pela aventura, pela paixão, pela fragilidade e delicadeza que este amar nos faz sentir.
Ama-se simplesmente porque não sabemos nada antes, porque não conseguimos decifrar sentimentos, sensações...
Tudo tem aos montes, mas o seu amor, este é único.

Ame!



7 de março de 2011

Fios lilases

Lá estavam elas, ao som dos teares, tecendo com fio lilás os tecidos que deveriam vestir e aquecer outros corpos – roupas que elas mesmas jamais vestiriam.
Já próximas ao limite de suas forças, exaustas pelas 16 horas de lida diária, as operárias ainda encontravam ânimo para socorrer companheiras que se esvaíam tuberculosas; para saudar crianças recém-nascidas que saltavam pra dentro da vida ali mesmo, sob os teares; e para chorar as envelhecidas jovens que aos 30 anos agonizavam em seus postos e se despediam de sua breve vida.
Entretanto, embaladas pelo ritmo das máquinas e com o colo molhado pelas lágrimas, gestam sonhos de esperanças: salários dignos, melhores condições de saúde, jornada de trabalho que lhes permitisse abraçar mais longamente suas crianças, beijar mais ternamente seus maridos e saborear um pouco mais a comunhão à mesa na simplicidade dos seus lares.
Contagiadas por esse sonho, foram compartilhá-lo com o patrão.
Mas o patrão, indignado com tamanho absurdo, julgou ser este um caso de polícia e resolveu transformar aquele sonho divino em um pesadelo infernal.

No dia 8 de março de 1857, as portas da fábrica Cotton de Nova York foram trancadas e o edifício transformado em um grande crematório, onde 129 mulheres foram sacrificadas.
Mas a fumaça daquele holocausto espalhou-se por todo lugar levando consigo o sonho daquelas mulheres, contagiando e sensibilizando pessoas em todo o mundo que se encarregaram de tornar realidade aquele ideal.


Mártires cremadas, fios lilases, gestantes de um mundo melhor inspiraram Clara Zetkin, a propor, Durante o Congresso Internacional de Mulheres, realizado na Noruega, em 1910, a instituição do Dia Internacional da Mulher.
Desde então, a cada 8 de março, mulheres e homens reafirmam sua tarefa como tecelãs de uma nova história.


Autoria: Edemir Antunes Filho e Luiz Carlos Ramos

1 de março de 2011

Escrever...

Para espantar a dor...
Para ilustrar a alegria...
Para encurtar o tempo...
Para prolongar a festa...
Escrever... Para que a vida tenha mais sentido...
Escrever para que tudo seja sentimento.
Escrever sem dizer tudo, mas sempre dizer algo que preencha...
Escrever para dizer que te amo, que te odeio e que nunca vou esquecer...
Escrever para que você leia, para que saiba, para que entenda...
Escrever para que tudo que vivi seja enaltecido, escrever para que tudo seja esquecido...
Escrever... Talvez você leia, talvez você entenda...


22 de março de 2011

Ame!

Ninguém ama porque a pessoa veste-se bem, bebe ótimos vinhos e ouve João Bosco.
Isso são apenas referências.
Ama-se pelo mistério, pela alegria, pela paz e inquietude que o outro proporciona.
Ama-se pela aventura, pela paixão, pela fragilidade e delicadeza que este amar nos faz sentir.
Ama-se simplesmente porque não sabemos nada antes, porque não conseguimos decifrar sentimentos, sensações...
Tudo tem aos montes, mas o seu amor, este é único.

Ame!



15 de março de 2011

Amadurecer

Ando deliciando-me com os frutos!!!

7 de março de 2011

Fios lilases

Lá estavam elas, ao som dos teares, tecendo com fio lilás os tecidos que deveriam vestir e aquecer outros corpos – roupas que elas mesmas jamais vestiriam.
Já próximas ao limite de suas forças, exaustas pelas 16 horas de lida diária, as operárias ainda encontravam ânimo para socorrer companheiras que se esvaíam tuberculosas; para saudar crianças recém-nascidas que saltavam pra dentro da vida ali mesmo, sob os teares; e para chorar as envelhecidas jovens que aos 30 anos agonizavam em seus postos e se despediam de sua breve vida.
Entretanto, embaladas pelo ritmo das máquinas e com o colo molhado pelas lágrimas, gestam sonhos de esperanças: salários dignos, melhores condições de saúde, jornada de trabalho que lhes permitisse abraçar mais longamente suas crianças, beijar mais ternamente seus maridos e saborear um pouco mais a comunhão à mesa na simplicidade dos seus lares.
Contagiadas por esse sonho, foram compartilhá-lo com o patrão.
Mas o patrão, indignado com tamanho absurdo, julgou ser este um caso de polícia e resolveu transformar aquele sonho divino em um pesadelo infernal.

No dia 8 de março de 1857, as portas da fábrica Cotton de Nova York foram trancadas e o edifício transformado em um grande crematório, onde 129 mulheres foram sacrificadas.
Mas a fumaça daquele holocausto espalhou-se por todo lugar levando consigo o sonho daquelas mulheres, contagiando e sensibilizando pessoas em todo o mundo que se encarregaram de tornar realidade aquele ideal.


Mártires cremadas, fios lilases, gestantes de um mundo melhor inspiraram Clara Zetkin, a propor, Durante o Congresso Internacional de Mulheres, realizado na Noruega, em 1910, a instituição do Dia Internacional da Mulher.
Desde então, a cada 8 de março, mulheres e homens reafirmam sua tarefa como tecelãs de uma nova história.


Autoria: Edemir Antunes Filho e Luiz Carlos Ramos

1 de março de 2011

Escrever...

Para espantar a dor...
Para ilustrar a alegria...
Para encurtar o tempo...
Para prolongar a festa...
Escrever... Para que a vida tenha mais sentido...
Escrever para que tudo seja sentimento.
Escrever sem dizer tudo, mas sempre dizer algo que preencha...
Escrever para dizer que te amo, que te odeio e que nunca vou esquecer...
Escrever para que você leia, para que saiba, para que entenda...
Escrever para que tudo que vivi seja enaltecido, escrever para que tudo seja esquecido...
Escrever... Talvez você leia, talvez você entenda...