11 de fevereiro de 2010

As Inquietudes de Maria (talvez tenha parte II)

Não sabia nem como começar este escrito. Não sou poetisa, não sou psicóloga, não sou escritora, não sei muito da vida além do que vivi. Mas queria te dar algo que traduzisse o que me fez sentir, com suas inquietudes.
Quando começamos a conversar, até pensei que seus problemas fossem somente sentimentais, dor de amor. Mas depois, fomos conversando mais, percebi que não são problemas, são inquietudes.

Maria é uma moça bonita, sorridente, anda sempre enfeitada de flores, colares e tem algo mais, mas ela não percebe. Está se achando sem prumo, sem rumo, sem sentido...
Ela trabalha muito, não tem, pelo que percebo, tempo para ela, tem mais para os outros, razão pela qual acho que também se sinta sozinha. Pois na atividade diária tem muita gente, muitas conversas, celular, email, messenger, mas depois todos “desconectam”, se vão... Maria fica inquieta, não quer que tudo pare, quer continuação, com happy end.


Maria é uma moça comum, comum no sentido de ser gente, de ser humilde, me parece ser fiel com amigos, ser corajosa e com muita disposição, isso tudo exceto seus dias de glória*!
Quando a conheci, ela despertou em mim o que estava adormecido, a inquietude frente à vida, os sonhos, as respostas que queremos dos outros e do mundo. Confesso que me senti acuada. Pensei, e agora? Como dizer a Maria que já passei por tudo isso sem ela me achar prepotente? Bom, resolvi dizer algumas coisas em doses homeopáticas, tipo elixir, para que ela também não pense que quero ser solução dos problemas dos outros, do tipo metida mesmo!

Talvez Maria nem queira ler isto aqui, mas ela me inspirou com suas inquietudes, me fez lembrar um jovem moço que fez isso com muita propriedade, que ousou falar em público, dizendo o que pensava dos opressores, transformou água em vinho para que a festa não acabasse, comeu com pobres e teve um fim que inspira a humanidade inteira. Sim, Maria me fez lembrar Jesus. Mas aquele Jesus histórico, aquele que viveu com mulheres, homens e crianças. Esse Jesus que falo é esse que vive nas pessoas que fazem a diferença na vida de outras pessoas.
O que sinto que Maria quer é isso, dar sentido a sua vida e a de outras pessoas. Só que ela precisa descobrir como. E isso é que faz com ela fique inquieta e me deixe mais inquieta ainda...
Maria tem nos olhos a fome, mas a fome de coisas novas, livres, de amor e de mudança, sinto isso quando ela fala. Ela precisa descobrir como viver tudo isso.

As inquietudes de Maria são como de muitas pessoas, mulheres e homens, que não agüentam ver como as coisas acontecem, as injustiças, as catástrofes e o fim de gentes e de coisas boas.
Talvez Maria esteja querendo transcender do que aprendemos: estudar/trabalhar/comer/procriar/consumir/morrer, ela quer algo mais no meio de tudo isso que necessitamos pra viver. E é isso que me deixa inquieta vendo-a inquieta. Isso não é ruim, pelo contrário, é um sinal que não podemos nos acomodar na vida e com a vida. Eu, de certa forma, rompi com o que é “certo”, na visão de meus pais, e consegui traçar o caminho que escolhi, mas preciso confessar a Maria que sofri muito, chorei, sentei no meio do caminho várias vezes e me perguntei se queria continuar. Porque é mais fácil seguir a “manada”, sem pensar, sem transgredir, sem reconhecer que temos outros talentos... Desde pequenos aprendemos a ser iguais, quando nosso coração, nossa mente e nossos sonhos nos sacodem dizendo: - Hei! Você pode mais, tem mais coisa nesse planeta a ser feita; a gente se dá conta que estava apenas imitando os demais...

Maria é inquieta, me deixa inquieta e ela deve inquietar mais pessoas... Isso tem que ser virótico, outros precisam “pegar” esse vírus bom, pois quanta gente apenas existe e isso é tão pouco perto da capacidade que temos.
Bom, Maria, eu não vou escrever muito, mas queria apenas que ficasse registrado que eu apoio sua inquietude!

*TPM

Deka Silva, SSA, 12 de fevereiro de 2009.

4 comentários:

  1. nossa bellissimo blog
    gostei muito dos
    textos.

    ResponderExcluir
  2. Deka querida, vim te desejar um excelente carnaval.. Beijão!

    ResponderExcluir
  3. São as inquietudes de milhares de pessoas, são várias as Marias por aí, nesse mundo novo...
    Lindo texto!
    ;*

    ResponderExcluir
  4. Acho que vou "pegar"!

    Tô esperando a parte II hein!

    Adoro aprender sobre a introspectividade feminina!

    Um abração pra ti querida!

    ResponderExcluir

Olá! Se está aqui, leu e quer dizer algo...

11 de fevereiro de 2010

As Inquietudes de Maria (talvez tenha parte II)

Não sabia nem como começar este escrito. Não sou poetisa, não sou psicóloga, não sou escritora, não sei muito da vida além do que vivi. Mas queria te dar algo que traduzisse o que me fez sentir, com suas inquietudes.
Quando começamos a conversar, até pensei que seus problemas fossem somente sentimentais, dor de amor. Mas depois, fomos conversando mais, percebi que não são problemas, são inquietudes.

Maria é uma moça bonita, sorridente, anda sempre enfeitada de flores, colares e tem algo mais, mas ela não percebe. Está se achando sem prumo, sem rumo, sem sentido...
Ela trabalha muito, não tem, pelo que percebo, tempo para ela, tem mais para os outros, razão pela qual acho que também se sinta sozinha. Pois na atividade diária tem muita gente, muitas conversas, celular, email, messenger, mas depois todos “desconectam”, se vão... Maria fica inquieta, não quer que tudo pare, quer continuação, com happy end.


Maria é uma moça comum, comum no sentido de ser gente, de ser humilde, me parece ser fiel com amigos, ser corajosa e com muita disposição, isso tudo exceto seus dias de glória*!
Quando a conheci, ela despertou em mim o que estava adormecido, a inquietude frente à vida, os sonhos, as respostas que queremos dos outros e do mundo. Confesso que me senti acuada. Pensei, e agora? Como dizer a Maria que já passei por tudo isso sem ela me achar prepotente? Bom, resolvi dizer algumas coisas em doses homeopáticas, tipo elixir, para que ela também não pense que quero ser solução dos problemas dos outros, do tipo metida mesmo!

Talvez Maria nem queira ler isto aqui, mas ela me inspirou com suas inquietudes, me fez lembrar um jovem moço que fez isso com muita propriedade, que ousou falar em público, dizendo o que pensava dos opressores, transformou água em vinho para que a festa não acabasse, comeu com pobres e teve um fim que inspira a humanidade inteira. Sim, Maria me fez lembrar Jesus. Mas aquele Jesus histórico, aquele que viveu com mulheres, homens e crianças. Esse Jesus que falo é esse que vive nas pessoas que fazem a diferença na vida de outras pessoas.
O que sinto que Maria quer é isso, dar sentido a sua vida e a de outras pessoas. Só que ela precisa descobrir como. E isso é que faz com ela fique inquieta e me deixe mais inquieta ainda...
Maria tem nos olhos a fome, mas a fome de coisas novas, livres, de amor e de mudança, sinto isso quando ela fala. Ela precisa descobrir como viver tudo isso.

As inquietudes de Maria são como de muitas pessoas, mulheres e homens, que não agüentam ver como as coisas acontecem, as injustiças, as catástrofes e o fim de gentes e de coisas boas.
Talvez Maria esteja querendo transcender do que aprendemos: estudar/trabalhar/comer/procriar/consumir/morrer, ela quer algo mais no meio de tudo isso que necessitamos pra viver. E é isso que me deixa inquieta vendo-a inquieta. Isso não é ruim, pelo contrário, é um sinal que não podemos nos acomodar na vida e com a vida. Eu, de certa forma, rompi com o que é “certo”, na visão de meus pais, e consegui traçar o caminho que escolhi, mas preciso confessar a Maria que sofri muito, chorei, sentei no meio do caminho várias vezes e me perguntei se queria continuar. Porque é mais fácil seguir a “manada”, sem pensar, sem transgredir, sem reconhecer que temos outros talentos... Desde pequenos aprendemos a ser iguais, quando nosso coração, nossa mente e nossos sonhos nos sacodem dizendo: - Hei! Você pode mais, tem mais coisa nesse planeta a ser feita; a gente se dá conta que estava apenas imitando os demais...

Maria é inquieta, me deixa inquieta e ela deve inquietar mais pessoas... Isso tem que ser virótico, outros precisam “pegar” esse vírus bom, pois quanta gente apenas existe e isso é tão pouco perto da capacidade que temos.
Bom, Maria, eu não vou escrever muito, mas queria apenas que ficasse registrado que eu apoio sua inquietude!

*TPM

Deka Silva, SSA, 12 de fevereiro de 2009.

4 comentários:

  1. nossa bellissimo blog
    gostei muito dos
    textos.

    ResponderExcluir
  2. Deka querida, vim te desejar um excelente carnaval.. Beijão!

    ResponderExcluir
  3. São as inquietudes de milhares de pessoas, são várias as Marias por aí, nesse mundo novo...
    Lindo texto!
    ;*

    ResponderExcluir
  4. Acho que vou "pegar"!

    Tô esperando a parte II hein!

    Adoro aprender sobre a introspectividade feminina!

    Um abração pra ti querida!

    ResponderExcluir

Olá! Se está aqui, leu e quer dizer algo...