29 de abril de 2008

Edson Marques

Agora eu caminho com estrelas a bombordo e flores na cabeça.
Me esquecendo de umas coisas, me lembrando de outras,
cheio de tantas e vazio de muitas.

Navego respirando como se esse mar azul inflasse meus pulmões enlouquecidos. Tudo agora é claro e nada esclarecido, pois o dia é mais do que uma eterna madrugada.
Tudo nublado por uma doce névoa de gostosuras, liberdades, incertezas.
Tudo quente — e tudo frio ao mesmo tempo.

Meu espírito inspirado dança no meu próprio corpo.
Meu coração, luminoso, brilhante, colorido — me seduz e me conduz.
Se vou para o Norte ou para o Sul — acho que nunca mais vou saber.
Porque não é preciso saber, nos dois sentidos de saber e de preciso.
Nada agora é mais preciso do que agora é necessário.
Pois rasguei os meus mapas, quebrei meu relógio e perdi minha bússola...
Mas acabo de me encontrar: Abracei meu coração.

Edson Marques

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29 de abril de 2008

Edson Marques

Agora eu caminho com estrelas a bombordo e flores na cabeça.
Me esquecendo de umas coisas, me lembrando de outras,
cheio de tantas e vazio de muitas.

Navego respirando como se esse mar azul inflasse meus pulmões enlouquecidos. Tudo agora é claro e nada esclarecido, pois o dia é mais do que uma eterna madrugada.
Tudo nublado por uma doce névoa de gostosuras, liberdades, incertezas.
Tudo quente — e tudo frio ao mesmo tempo.

Meu espírito inspirado dança no meu próprio corpo.
Meu coração, luminoso, brilhante, colorido — me seduz e me conduz.
Se vou para o Norte ou para o Sul — acho que nunca mais vou saber.
Porque não é preciso saber, nos dois sentidos de saber e de preciso.
Nada agora é mais preciso do que agora é necessário.
Pois rasguei os meus mapas, quebrei meu relógio e perdi minha bússola...
Mas acabo de me encontrar: Abracei meu coração.

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