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Mostrando postagens com marcador Páscoa. Mostrar todas as postagens
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23 de abril de 2011

Páscoa

Páscoa é
Ser capaz de se modificar.
Partilhar a vida na esperança.
Lutar para vencer o sofrimento.

Páscoa é
Dizer sim ao amor e à vida.
Investir na fraternidade.
Lutar por um mundo melhor.
Vivenciar a solidariedade.

Páscoa é
Ajudar mais gente a ser gente.
Viver em constante libertação.
Crer na vida que vence a morte.

Páscoa é
Renascimento, é recomeço.
É uma nova chance para
melhorarmos as coisas que
não gostamos em nós mesmos.

Páscoa é
Para sermos mais felizes.
Para nos conhecermos mais
e vermos que hoje somos muito
melhores do que fomos ontem!
Por isso, seja feliz e…

FELIZ PÁSCOA!!



[desconheço autoria]

1 de abril de 2010

Páscoa...

Que neste tempo de celebração da Páscoa você se deixe iluminar pela luz e pela força da ressurreição de Cristo.

10 de abril de 2009

Hoje...

sexta-feira santa, leio com calma e pausas de silêncio o texto da

Paixão e Morte de Jesus.


VIA SACRA

1. Jesus é condenado à morte por Pilatos (Mt27,26)

2. Jesus carrega a sua Cruz (Mt 27,31)

3. Jesus cai pela primeira vez

4. Jesus encontra a sua Mãe

5. Jesus recebe ajuda de Simão para carregar a Cruz (Mt27.32)

6. Verônica enxuga o rosto de Jesus

7. Jesus cai pela segunda vez sob o peso da Cruz

8. Jesus fala às mulheres de Jerusalém (Lc 23,27)

9. Jesus cai pela terceira vez sob o peso da Cruz

10. Jesus é despojado de suas vestes (Mt 27,35)

11. Jesus é pregado na Cruz

12. Jesus morre na Cruz (Mt 27,50)

13. Jesus é descido da Cruz (Mt 27,59)

14. Jesus é sepultado (Mt27,60)

15. Jesus ressuscitou (Mt 28,5).

E vou me perguntando: O que o texto diz para mim, hoje?

Senhor, não te peço que me troques a cruz.

Ajuda-me a carregá-la.

Não te peço que me encurtes o caminho.

Peço-te que venhas comigo.

Não te peço que me troques a água em vinho.

Dá-me de beber o que for do teu agrado.

Não te peço que me troques a cruz.

Ajuda-me a carregá-la.

SANTA PÁSCOA PARA TODOS!

SABENDO QUE...

A VITÓRIA É SEMPRE A VIDA!

25 de março de 2008

Travessia - Frei Betto

Quem ainda brinca de criança no domingo de Páscoa e esconde ovos de chocolate no jardim?
Resta em nós uma perene idade da inocência.
A ternura denuncia a veracidade do amor, sublinha Milan Kundera. Recôndito no qual evocamos, nostálgicos, as missas de domingo, as procissões sob andores cercados de velas, o toque salvífico da água benta, o silêncio acolhedor de igrejas que o gótico não teve vergonha de desenhar como vulvas estilizadas.
Jesus ressuscitou! - celebra esta festa de aleluias.

Ainda que a razão não alcance a dimensão do fato pascal, a intuição capta a crise da modernidade a nos induzir a um mundo sem mistérios e enigmas. Mundo sombrio, onde os mortos se sobrepõem aos vivos.
Até o advento do Iluminismo, a inteligência recendia a incenso. Copérnico e Galileu decifraram a harmonia da natureza como reflexo do Criador, e Newton acertou seus cálculos pelos ponteiros dos relógios das catedrais. Depois, o dilúvio inundou os claustros. A razão irrompeu soberana, relegando à superstição tudo que não fosse mensurável. Então, o mistério aflorou.
De que valem perguntas quando se julga possuir todas as respostas? Voltaire e os enciclopedistas ousaram secularizar a inteligência e, mais tarde, Baudelaire e Rimbaud tatearam ávidos em busca de um Deus capaz de aplacar-lhes a sede de Absoluto. Dostoiévski revestiu-se da figura emblemática de Jesus, despiu seus monges das vestes eclesiásticas, escancarou-lhes a alma atormentada pelos demônios da dúvida.
Nietzsche roubou o fogo dos deuses e incendiou de liberdade o espírito humano. Sartre proclamou que o inferno são os outros e erigiu o absurdo da morte em ato final que destitui a vida de qualquer sentido.
Entre angústias e utopias, o último século foi também marcado pelo enigma Jesus. Corações e mentes o acolheram como paradigma: Claudel, Simone Weil, François Mauriac, Chesterton, Péguy, Graham Greene, Alberto Schweitzer etc. No Brasil, Murilo Mendes, Sobral Pinto, Gustavo Corção, Tristão de Athayde, Hélio Pellegrino etc.
Hoje, pavores transcendentais já não atribulariam a alma poética de um William Blake. Entre tanta miséria, esvai-se o encanto. Jesus é Deus que se fez homem e, de homem, virou pão. Pai Nosso/pão nosso. Esta concretude assusta. A fé cristã não proclama a ressurreição da alma, mas "da carne". Jesus não é a figura do Olimpo grego enaltecida pela força irrepresável da literatura. É o judeu crucificado, por razões político-religiosas, na Palestina do século I, e cujas aparições, como ressuscitado, contradizem as regras da ficção literária. Que autor criaria um personagem imortal com chagas nas mãos e ansioso por comida? As narrativas evangélicas são, tecnicamente, descrições de um fato objetivo. À luz da fé, proclamação de que Jesus é o Cristo.
Antes de cair em mãos da repressão que o assassinou, Jesus fez-se comida e bebida. Poeta e profeta, dominava a linguagem realista dos símbolos. Eis aqui o desafio atual à inquietude da inteligência. O pão repartido passa a ser corpo divino; o vinho partilhado, aliança feita com sangue e prenúncio da festa sem fim. O Deus de Jesus não é um velho Narciso à cata de adoradores nem um algoz irado com os pecadores. É Abba, o pai amoroso ("mais mãe do que pai", diria João Paulo I), cujo dom maior é a vida.
Já não temos as longas guerras que inquietaram espíritos como Tolstoi e Camus; o que vemos, de Bagdá a Guantánamo, é escabroso comparado à engenharia marcial dos exércitos em conflito: a estrada rumo ao futuro palmilhada de corpos degradados e famintos. Hoje, tropeça-se na rua em seres esquartejados em sua dignidade. Todos os discursos oficiais e todos os ajustes fiscais ofendem a condição humana por exaltarem a concentração do lucro e ignorarem a partilha da vida. Em sua hipocrisia, o sistema salva sua aura cristã e exclui o pão. A metafísica monetarista estabiliza moedas e desestabiliza famílias; reduz a inflação e aumenta a miséria; socorre bancos e multiplica o desemprego; abraça o mercado e despreza o direito à vida - e vida em abundância, para todos.
Agora, a globalização despolitiza, o esoterismo desculpabiliza e o consumismo individualiza. Livres de ideologias messiânicas, de culpas aterrorizadoras e de altruísmo coletivo, estamos à deriva neste início de século, cujas pitonisas proclamam que "a história acabou".
Páscoa é travessia - também para uma ética política, que torne o pão acessível a cada boca e, o vinho, alegria em cada alma. Somos nós que, em vida, precisamos ressuscitar as potencialidades do espírito, premissas e promessas de uma verdadeira dignidade humana. Num misto de Marcel Proust e Caçador da Arca Perdida, necessitamos urgentemente empreender a busca da consciência perdida, onde a solidária indignação contra as injustiças tenha cheiro de madeleines apetitosas. Caso contrário, seremos engolidos por esses simulacros de pirâmides - os shopping centers - que sequer têm estrutura para contar à posteridade quão grande foi a pobreza de espírito de uma geração que tinha, como suprema ambição, meia dúzia de engenhocas eletrônicas.

[Autor de "Treze contos diabólicos e um angélico" (Planeta), entre outros livros].
Frei dominicano.
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23 de abril de 2011

Páscoa

Páscoa é
Ser capaz de se modificar.
Partilhar a vida na esperança.
Lutar para vencer o sofrimento.

Páscoa é
Dizer sim ao amor e à vida.
Investir na fraternidade.
Lutar por um mundo melhor.
Vivenciar a solidariedade.

Páscoa é
Ajudar mais gente a ser gente.
Viver em constante libertação.
Crer na vida que vence a morte.

Páscoa é
Renascimento, é recomeço.
É uma nova chance para
melhorarmos as coisas que
não gostamos em nós mesmos.

Páscoa é
Para sermos mais felizes.
Para nos conhecermos mais
e vermos que hoje somos muito
melhores do que fomos ontem!
Por isso, seja feliz e…

FELIZ PÁSCOA!!



[desconheço autoria]

1 de abril de 2010

Páscoa...

Que neste tempo de celebração da Páscoa você se deixe iluminar pela luz e pela força da ressurreição de Cristo.

11 de abril de 2009

10 de abril de 2009

Hoje...

sexta-feira santa, leio com calma e pausas de silêncio o texto da

Paixão e Morte de Jesus.


VIA SACRA

1. Jesus é condenado à morte por Pilatos (Mt27,26)

2. Jesus carrega a sua Cruz (Mt 27,31)

3. Jesus cai pela primeira vez

4. Jesus encontra a sua Mãe

5. Jesus recebe ajuda de Simão para carregar a Cruz (Mt27.32)

6. Verônica enxuga o rosto de Jesus

7. Jesus cai pela segunda vez sob o peso da Cruz

8. Jesus fala às mulheres de Jerusalém (Lc 23,27)

9. Jesus cai pela terceira vez sob o peso da Cruz

10. Jesus é despojado de suas vestes (Mt 27,35)

11. Jesus é pregado na Cruz

12. Jesus morre na Cruz (Mt 27,50)

13. Jesus é descido da Cruz (Mt 27,59)

14. Jesus é sepultado (Mt27,60)

15. Jesus ressuscitou (Mt 28,5).

E vou me perguntando: O que o texto diz para mim, hoje?

Senhor, não te peço que me troques a cruz.

Ajuda-me a carregá-la.

Não te peço que me encurtes o caminho.

Peço-te que venhas comigo.

Não te peço que me troques a água em vinho.

Dá-me de beber o que for do teu agrado.

Não te peço que me troques a cruz.

Ajuda-me a carregá-la.

SANTA PÁSCOA PARA TODOS!

SABENDO QUE...

A VITÓRIA É SEMPRE A VIDA!

25 de março de 2008

Travessia - Frei Betto

Quem ainda brinca de criança no domingo de Páscoa e esconde ovos de chocolate no jardim?
Resta em nós uma perene idade da inocência.
A ternura denuncia a veracidade do amor, sublinha Milan Kundera. Recôndito no qual evocamos, nostálgicos, as missas de domingo, as procissões sob andores cercados de velas, o toque salvífico da água benta, o silêncio acolhedor de igrejas que o gótico não teve vergonha de desenhar como vulvas estilizadas.
Jesus ressuscitou! - celebra esta festa de aleluias.

Ainda que a razão não alcance a dimensão do fato pascal, a intuição capta a crise da modernidade a nos induzir a um mundo sem mistérios e enigmas. Mundo sombrio, onde os mortos se sobrepõem aos vivos.
Até o advento do Iluminismo, a inteligência recendia a incenso. Copérnico e Galileu decifraram a harmonia da natureza como reflexo do Criador, e Newton acertou seus cálculos pelos ponteiros dos relógios das catedrais. Depois, o dilúvio inundou os claustros. A razão irrompeu soberana, relegando à superstição tudo que não fosse mensurável. Então, o mistério aflorou.
De que valem perguntas quando se julga possuir todas as respostas? Voltaire e os enciclopedistas ousaram secularizar a inteligência e, mais tarde, Baudelaire e Rimbaud tatearam ávidos em busca de um Deus capaz de aplacar-lhes a sede de Absoluto. Dostoiévski revestiu-se da figura emblemática de Jesus, despiu seus monges das vestes eclesiásticas, escancarou-lhes a alma atormentada pelos demônios da dúvida.
Nietzsche roubou o fogo dos deuses e incendiou de liberdade o espírito humano. Sartre proclamou que o inferno são os outros e erigiu o absurdo da morte em ato final que destitui a vida de qualquer sentido.
Entre angústias e utopias, o último século foi também marcado pelo enigma Jesus. Corações e mentes o acolheram como paradigma: Claudel, Simone Weil, François Mauriac, Chesterton, Péguy, Graham Greene, Alberto Schweitzer etc. No Brasil, Murilo Mendes, Sobral Pinto, Gustavo Corção, Tristão de Athayde, Hélio Pellegrino etc.
Hoje, pavores transcendentais já não atribulariam a alma poética de um William Blake. Entre tanta miséria, esvai-se o encanto. Jesus é Deus que se fez homem e, de homem, virou pão. Pai Nosso/pão nosso. Esta concretude assusta. A fé cristã não proclama a ressurreição da alma, mas "da carne". Jesus não é a figura do Olimpo grego enaltecida pela força irrepresável da literatura. É o judeu crucificado, por razões político-religiosas, na Palestina do século I, e cujas aparições, como ressuscitado, contradizem as regras da ficção literária. Que autor criaria um personagem imortal com chagas nas mãos e ansioso por comida? As narrativas evangélicas são, tecnicamente, descrições de um fato objetivo. À luz da fé, proclamação de que Jesus é o Cristo.
Antes de cair em mãos da repressão que o assassinou, Jesus fez-se comida e bebida. Poeta e profeta, dominava a linguagem realista dos símbolos. Eis aqui o desafio atual à inquietude da inteligência. O pão repartido passa a ser corpo divino; o vinho partilhado, aliança feita com sangue e prenúncio da festa sem fim. O Deus de Jesus não é um velho Narciso à cata de adoradores nem um algoz irado com os pecadores. É Abba, o pai amoroso ("mais mãe do que pai", diria João Paulo I), cujo dom maior é a vida.
Já não temos as longas guerras que inquietaram espíritos como Tolstoi e Camus; o que vemos, de Bagdá a Guantánamo, é escabroso comparado à engenharia marcial dos exércitos em conflito: a estrada rumo ao futuro palmilhada de corpos degradados e famintos. Hoje, tropeça-se na rua em seres esquartejados em sua dignidade. Todos os discursos oficiais e todos os ajustes fiscais ofendem a condição humana por exaltarem a concentração do lucro e ignorarem a partilha da vida. Em sua hipocrisia, o sistema salva sua aura cristã e exclui o pão. A metafísica monetarista estabiliza moedas e desestabiliza famílias; reduz a inflação e aumenta a miséria; socorre bancos e multiplica o desemprego; abraça o mercado e despreza o direito à vida - e vida em abundância, para todos.
Agora, a globalização despolitiza, o esoterismo desculpabiliza e o consumismo individualiza. Livres de ideologias messiânicas, de culpas aterrorizadoras e de altruísmo coletivo, estamos à deriva neste início de século, cujas pitonisas proclamam que "a história acabou".
Páscoa é travessia - também para uma ética política, que torne o pão acessível a cada boca e, o vinho, alegria em cada alma. Somos nós que, em vida, precisamos ressuscitar as potencialidades do espírito, premissas e promessas de uma verdadeira dignidade humana. Num misto de Marcel Proust e Caçador da Arca Perdida, necessitamos urgentemente empreender a busca da consciência perdida, onde a solidária indignação contra as injustiças tenha cheiro de madeleines apetitosas. Caso contrário, seremos engolidos por esses simulacros de pirâmides - os shopping centers - que sequer têm estrutura para contar à posteridade quão grande foi a pobreza de espírito de uma geração que tinha, como suprema ambição, meia dúzia de engenhocas eletrônicas.

[Autor de "Treze contos diabólicos e um angélico" (Planeta), entre outros livros].
Frei dominicano.

21 de março de 2008

Ressuscitou!




BOA PÁSCOA a todos e todas...

Um abraço!