Não está!
As ondas que atigem meus pés são como lembranças...
Vão e voltam. Inconstantes...
Uma apereza fica depois, entre os dedos.
Areia e minhas lágrimas.
No boca aquele salgado da saudade e do mar.
Verde inquieto, igual a esperança... Mas às vezes é azul.
Estou atenta aos sinais que a vida dá.
Calores de alegria, sol de razões frágeis.
Vou segurando meus planos, como areia entre os dedos.
Ondas boas virão, vejo no horizonte...
Estou com meus pés na beira desse oceano de chances,
Miragem de meus sentidos... Todos embriagados pela saudade.
A cada vai e vem das ondas, tudo muda.
Sem um som, nadinha...
E assim vai ser, com paz e alegrias.
Vou guardar as palavras restantes, esperando as próximas ondas...


