
Sim, a minha!
Ando enrolando os dias sobre mim!
Talvez precise de uma transfusão, de cores e energias novas!
Sim, a minha vida, anda meio assim...
Sopram ventos fortes, nem sinto.
Apenas sinto uma tempestade cavalgando no horizonte...
Vida! Seguindo, com poucas referências.
Mais dúvidas que dívidas... Isso nem sempre é bom.
Te digo que não sei de onde vem esse rio de impaciência.
Desconheço a nascente, talvez nem queira saber.
Até choro em silêncio, nas lágrimas digo que não sei a distância a percorrer.
Mas posso resolver ir naquele barco, azul, lá no horizonte.
Vida, sim a minha...
Anda abrindo caminhos no silêncio.
Entre ruas coloridas, sons diferentes e um enorme sol lá fora.
Por onde vou decorando o sentido da espera, e hoje, como sempre apenas marcando o bater das horas...



