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3 de dezembro de 2008

Dias assim... Sabe!?

Tem dias que não queremos nada com nada!
Acho que todo mundo tem seus dias de isolamento involuntário.
Aquele dia que nada que te disserem fará mudar seu humor, mesmo que você se esforce.
Que nada que te proponham fará você levantar-se da cadeira...
Tem um dia, ou até mais de um, que tudo torna-se repetitivo e demasiadamente chato!
Parece que tudo toma um ritmo mais longo, que as horas custam a passar.
Tem dias que nada me faz gargalhar.
Tem dias que quero esquecer tudo e todos...
Acho que todo mundo tem seus dias assim... Não posso ser só nestas sensações.
Dias que os ponteiros do relógio parecem navalhas, cortando minha esperança.
Será que ficarei assim todo final de ano, ai, ai...

2 de dezembro de 2008

Gotas

Sou tanto e sou tão pouco...

A chuva vem, como boa companhia,

Com seus pingos ritmados,

Mostrando que tudo se modifica, umedece, cresce.

Cada gota que cai enche meu coração de esperança...

Há momentos em que a mudança espera apenas a nossa decisão.




1 de dezembro de 2008

Quero que saibas uma coisa.

Tu sabes como é:
se olho a lua de cristal,
os galhos vermelhos do outono em minha janela,
se toco junto ao fogo as impalpáveis cinzas no corpo retorcido da lenha,
tudo me leva a ti,como se tudo o que existe:
aromas, luz, metais,
fossem pequenos barcos que navegam em direção às ilhas tuas que esperam por mim.
Agora, bem,se pouco a pouco tu deixares de me querer pararei de te querer pouco a pouco.
Se de repente me esqueceres não me procure, pois já terei te esquecido.

Se consideras violento e louco o vento das bandeiras que passa por minha vida
e decidires me deixar às margens do coração no qual tenho raízes,
lembra-teque nesta dia,
a esta hora levantarei os braços e minhas raízes partirão em busca de outra terra.
Mas se em cada dia, cada hora,
sentires que a mim estás destinado com implacável doçura,
se em cada dia levantares uma flor em teus lábios para me buscares,
oh meu amor, oh minha vida, em mim todo esse fogo se reacenderá,
em mim nada se apaga ou se esquece,
meu amor se nutre do seu, amado,
e enquanto viveres estará em teus braços
sem deixar os meus.

[Pablo Neruda]

3 de dezembro de 2008

Dias assim... Sabe!?

Tem dias que não queremos nada com nada!
Acho que todo mundo tem seus dias de isolamento involuntário.
Aquele dia que nada que te disserem fará mudar seu humor, mesmo que você se esforce.
Que nada que te proponham fará você levantar-se da cadeira...
Tem um dia, ou até mais de um, que tudo torna-se repetitivo e demasiadamente chato!
Parece que tudo toma um ritmo mais longo, que as horas custam a passar.
Tem dias que nada me faz gargalhar.
Tem dias que quero esquecer tudo e todos...
Acho que todo mundo tem seus dias assim... Não posso ser só nestas sensações.
Dias que os ponteiros do relógio parecem navalhas, cortando minha esperança.
Será que ficarei assim todo final de ano, ai, ai...

2 de dezembro de 2008

Gotas

Sou tanto e sou tão pouco...

A chuva vem, como boa companhia,

Com seus pingos ritmados,

Mostrando que tudo se modifica, umedece, cresce.

Cada gota que cai enche meu coração de esperança...

Há momentos em que a mudança espera apenas a nossa decisão.




1 de dezembro de 2008

Quero que saibas uma coisa.

Tu sabes como é:
se olho a lua de cristal,
os galhos vermelhos do outono em minha janela,
se toco junto ao fogo as impalpáveis cinzas no corpo retorcido da lenha,
tudo me leva a ti,como se tudo o que existe:
aromas, luz, metais,
fossem pequenos barcos que navegam em direção às ilhas tuas que esperam por mim.
Agora, bem,se pouco a pouco tu deixares de me querer pararei de te querer pouco a pouco.
Se de repente me esqueceres não me procure, pois já terei te esquecido.

Se consideras violento e louco o vento das bandeiras que passa por minha vida
e decidires me deixar às margens do coração no qual tenho raízes,
lembra-teque nesta dia,
a esta hora levantarei os braços e minhas raízes partirão em busca de outra terra.
Mas se em cada dia, cada hora,
sentires que a mim estás destinado com implacável doçura,
se em cada dia levantares uma flor em teus lábios para me buscares,
oh meu amor, oh minha vida, em mim todo esse fogo se reacenderá,
em mim nada se apaga ou se esquece,
meu amor se nutre do seu, amado,
e enquanto viveres estará em teus braços
sem deixar os meus.

[Pablo Neruda]